Release CD 25 Anos

Capa CD 25 Anos

Um quarto de século e muito para louvar

O tempo passou, mas ele continua inspirado, agradecido, feliz e compromissado com o Deus Eterno e Seu Reino. Falo de Valter Júnior – um mineiro-brasiliense que compõe e canta músicas de louvor, músicas edificantes com muita poesia e num estilo simples e cativante. Lá atrás, ele era um jovem solteiro, estudante de direito e funcionário aposentado da Telebrás. Tinha perdido a visão há menos de dois anos e já namorava Jane com quem veio a se casar.

De lá para cá, muitas vitórias, crises, dificuldades e muita história pra contar. Certezas que foram abandonadas, convicções mais do que nunca reafirmadas, dúvidas antigas que perderam importância, dúvidas novas que o deixaram mais humilde. Uma conquista como essa não deve passar em branco. Daí porque Valter Jr. brinda-nos com um trabalho artístico que soa inédito e antigo também. O CD Valter Júnior 25 anos reúne quinze músicas, das quais seis são inéditas: as baladas Anseio antigo e O Eterno em mim – regravações de compositores brasilienses, lançadas na década de 1990 – a envolvente Quero trazer à memória, o pop rock Graça e misericórdia, o blues Filho meu e o pop Onde estão eles?

As demais vêm de trabalhos de Valter ao longo desses anos e incluem balada, rock, sertaneja e caipira. A primorosa Pedro abre o repertório que é encerrado com a inédita Anseio antigo. Mais uma vez, Valter apresenta um trabalho diversificado. Essa obra comemorativa chega um ano e meio depois da autobiografia O que me pode dar esperança.

Sinal dos tempos, o trabalho está disponível em CD, pen drive e nas plataformas digitais. Para que tudo ficasse a contento, Valter contou com o talento de uma turma de primeira. Os arranjos ficaram a cargo de Sidnei Brito. Os instrumentistas Edilênio Souza, Enos Mendonça e David Malafaia também participaram. Já o vocal contou com Gláucia Carvalho, Rogério Carvalho e Celi Monteiro. A mixagem é assinada por Pedro Boechat e a masterização, por André Dias. Ronald Andrade é responsável pela capa – uma montagem que combina uma paisagem crepuscular do cerrado e o artista de costas a contemplar o cenário. Na contracapa, Valter soltando a voz diante do microfone e o mesmo cenário de fundo. Temos ainda uma pequena foto do casal trabalhada junto ao texto de agradecimentos. Um primor.

A autobiografia do cantor evangélico Valter Júnior

Mineiro de Santo Antonio do Monte, Valter viveu com a família uma série de peripécias até chegar adolescente a Brasília e conquistar espaço num mundo competitivo e um lugar no coração de tantos que o conhecem e admiram ele mesmo e seu trabalho. Valter é, por assim dizer, um músico de sete instrumentos. Quem ele é e o que tem feito surpreende qualquer um. Advogado, mas trabalha como cantor. Não só. Também atua como instrutor de informática para pessoas com deficiência e consultor em audiodescrição.

Valter ficou cego aos 22 anos. Já havia escapado de morrer quando criança e adolescente. Mas para quem havia se encontrado com a Luz do Mundo aos 13 anos, a escuridão dos olhos tem prazo certo pra acabar. E de modo algum tirou-lhe o sabor e a beleza da vida. É sobre a fé, o amor, a esperança que Valter canta. Músicas que em sua maioria ele mesmo compõe. Ele também escreve, ensina, dá palestra.

Casado há 22 anos com Jane Cristina, é pai de Vitor e Glaucia. A caçula foi morar com seu outro pai, o Deus Eterno, há coisa de seis anos. A serenidade, simplicidade e grandeza com que enfrentou essa dor é um dos capítulos dessa obra que tem como subtítulo: Uma luta pela sobrevivência e por uma vida com propósito.

São mais de 300 páginas e quinze capítulos em que o autor passa em revista sua vida, expõe seu contexto familiar, detalhes de sua intimidade. Seu texto é bem costurado, permeado de leveza e toques de bom humor. Vemos um jovem batalhando pela vida, enfrentando o mundo com responsabilidade, testemunhando das verdades que vai descobrindo, construindo caminhos de parceria e solidariedade, vendo com os olhos da fé. O autor encara sua autocrítica. O que já fazia nas letras de suas canções. Como em Pedro: Pensar ser forte foi o erro meu, apoiar-me em minhas próprias forças, desejei eu. Embasado em elogios, aplausos, ilusão de quem é adulto, mas ainda não cresceu.

Prepare-se para uma leitura que faz jus ao adjetivo edificante. É uma aventura que vai levá-lo ao final da década de 1960 no interior de Minas Gerais, você vai aconpanhá-lo nos anos 70 por Belo Horizonte e já nos 80 e 90, em Brasília, crescendo, amadurecendo, doando de si mesmo, tesouros que tem garimpado na relação profunda e íntima com o Deus Eterno. A leitura dessa obra trará prazer aos olhos e sabedoria à alma.

Ouça as músicas citadas no livro:

Capítulo 4

Capítulo 5

Capítulo 8

Capítulo 10

Capítulo 11

Capítulo 14

  • De pai para filha - 31:23

Capítulo 15