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Valter Junior |
| CANTINHO DO MUSICO Artigos 13/07/2002 |
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Se há uma coisa que caracteriza amplo segmento
do setor evangélico é a forte ênfase que dão
ao combate à idolatria. Apoiados na condenação existente
nos Dez Mandamentos, de que não se deve fazer imagens de escultura
em semelhança de pessoas, objetos ou animais, nem se deve a eles
prestar cultos, condenam qualquer tipo de atitude que a isto se assemelhe.
Esta é a razão pela qual quase todos os templos evangélicos
são destituídos de trabalhos artísticos, até
mesmo nos vitrais, sem preocupação maior com o estético
e o arquitetônico. Via de regra os templos evangélicos são
desprovidos de qualquer adorno. O conceito de idolatria no universo evangélico
é dar a qualquer coisa ou pessoa honra devida só a Deus
ou, como normalmente se diz, qualquer coisa que tome o lugar de Deus.
Há segmentos que dizem que ajoelhar ou se curvar diante de alguém
é algo que a Bíblia condena porque tais atos devem ser dedicados No entanto, a meu ver, nem por isto muitos
evangélicos deixam de ter seus ídolos e de prestar-lhe culto.
Refiro-me ao fenômeno de se ter ídolos de carne e osso, sejam
eles pregadores, escritores, músicos ou cantores. A recente exposição
de pregadores, pregadoras, cantores e cantoras na mídia e a explosão
da música gospel propiciou o surgimento de uma plêiade de
"ídolos", pessoas que ganharam notoriedade e que passam
a ser vistas como gente diferente e especial pelos demais. São
pessoas que recebem dos seus fãs, tal como acontece
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