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Valter Junior |
| CANTINHO DO MUSICO Coluna do João 14/08/2001 |
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Autor: João Inácio "Vamos lá galera do gospel, hora do vestibular para entrar no céu. Sigam-me, em fila indiana: um, dois, feijão com arroz. Três, quatro..." Ufa! Que alívio é saber que nossas obras, conhecimento, músicas, pensamentos nem qualquer outra coisa pode nos salvar. Apenas a aceitação do sacrifício de Jesus na cruz é que nos redime de todo pecado. Contudo, a Bíblia deixa bem claro que as obras denotam a fé, que o temor ao Senhor é o princípio da sabedoria, etc. Em outras palavras, forma e conteúdo são duas faces de uma mesma moeda. Não adianta apenas ter uma "forma" de crente. A palavra do Senhor deixa bem claro e aconselha "que o bom servo domina bem a palavra". Certa feita, conversando com um irmão levita, desses que se dependesse da beleza de suas músicas para ir para o céu certamente estaria ao lado de Deus, ouvi a seguinte frase: - Puxa, João Inácio, se eu pudesse gravar um disco com minhas músicas, certamente iria cantar em tudo que é igreja. Será que ía mesmo? Mas, e daí? Será que existe mais algum sacrifício a ser feito por Jesus, para que possamos aceitá-lo e serví-lo? Quase sempre agimos como que se estivéssemos numa barganha: - Senhor - muitas vezes pensamos - faça isto que eu te darei em dobro...Este princípio de pensamento permeou minha mente por um bom tempo e confesso que é bem difícil se livrar dele. Agimos quase sempre como se Deus dependesse de nós, quando na verdade é bem o contrário. Deus nos ama. Ele não está longe, nós é que nascemos distantes e precisamos da Sua graça para reconciliação, mediante aceitação do Seu sacrifício na cruz. O primeiro passo foi de Jesus, na Cruz, por amor, não por solidão. Achar que Deus depende dos meus dons e talentos para fazer a Sua obra é tão pecaminoso como quanto a tentação do diabo, propondo que Jesus pulasse do monte, visto que Ele era Deus. Pelo que observamos (e nos incluímos neste bolo), nós, os levitas da "geração gospel", temos entendido muito mais de solos, acordes e melodias prá ensinar que um refletir nos fundamentos da nossa fé. Se Deus tivesse que fazer um vestibular, verificando as virtudes e conhecimentos dos homens para admitir apenas os que sabem tudo da bíblia, certamente a maioria de nós seria reprovada. Agora, se a questão fosse apenas do tipo "qual o nome da banda? Como que eu encadeio esses acordes? Onde nasceu o gospel? Aí a coisa mudaria de figura. De fato, a bíblia recomenda que toquemos com arte. Mas não recomenda apenas isto. Recomenda também que o Cristão deve manejar bem a palavra de Deus. Se considerarmos o tamanho dos Salmos e que estes são músicas, observaremos que algo pode ser melhorado na produção dos cânticos congregacionais. O que muitas vezes chamamos pejorativamente de corinhos, são cânticos espirituais e que lamentavelmente tem seguido a tendência de cair no lugar comum, repetindo sempre os mesmos temas, quando a diversidade de temas na Bíblia é extremamente valiosa. É óbvio que não haverá
um "vestibular" para entrar no céu, mas desfrutaremos
muito mais do céu aqui na terra se nos completarmos com a palavra
do Senhor. Como saberemos discernir o certo e o errado sem ter conhecimento
da vontade de Deus, conforme está expressa em sua palavra? Como
teremos o que ministrar se não temos nos alimentado do verdadeiro
alimento, que é a palavra de Deus? Como sairemos por aí,
se a palavra não está plantada em nosso coração?
É a pergunta feita na música do grupo Semeador (RJ) e que
também é a nossa. |
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