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O "MINISTÉRIO" DA ADORAÇÃO
E LOUVOR
Autor: Misael
Batista do Nascimento
Reflexões sobre a adoração
e o louvor, baseadas em João 4:23-24, Isaías
6:1-8 e II Co 3:17-18.
Introdução
Quando se fala em adoração e louvor
é comum a abordagem ritualista, na qual buscamos demonstrar
que os "sacerdotes" ou ministrantes da música
na igreja devem encaixar-se dentro de certos padrões
de vestuário e comportamento para poderem "apresentar-se"
nos cultos religiosos. Outra análise é aquela
que avalia o aspecto técnico da adoração,
enfatizando a necessidade de os responsáveis pelo louvor
conhecerem teoria musical para poderem assim apresentar a
Deus uma música de melhor qualidade. Os "ministros"
do louvor devem ser, por conseguinte, aqueles com aptidões
musicais, especialmente quem possua uma formação
musical. Existe ainda uma maneira de ver a adoração
e o louvor em termos estéticos e culturais. Existem
os hinos e os corinhos. Aliás, hoje alguns já
dividem a música cristã em três categorias:
hinos, corinhos "espirituais" e gospel. Os hinos
são de adequação inquestionável
perfeitos, santos e sempre apropriados para qualquer
culto; os corinhos espirituais são úteis, desde
que sejam devidamente analisados quanto ao seu conteúdo.
O gospel é em certas análises visto como totalmente
inadequado. Alguns ritmos são profanos e não
devem ser usados dentro do prédio que convencionamos
chamar de templo ou igreja. Não há problema
em ouvir tais músicas durante a semana. No domingo
à noite, porém, são condenáveis.
Quero propor uma abordagem totalmente diferente
da adoração e do louvor. A mesma pode ser chamada
de perspectiva do mistério. Porque a adoração
e o louvor são, em última análise, parte
de um mistério, uma experiência profundamente
pessoal e comunitária, de grande valor espiritual.
Esse mistério pode ser verificado em três textos
da Escritura: João 4:23-24, Isaías 6:1-8 e II
Co 3:17-18.
"Mas vem a hora, e já chegou, quando
os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito
e em verdade; porque são estes que o Pai procura para
seus adoradores. Deus é espírito; e importa
que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade"
(João 4:23-24).
"No ano da morte do rei Uzias, eu vi o
Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas
de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima
dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com
duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam
uns aos outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR
dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua
glória. As bases do limiar se moveram à voz
do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.
Então disse eu: Ai de mim! Estou perdido!
porque sou homem de lábios impuros, habito no meio
dum povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o
Rei, o SENHOR dos Exércitos! Então um dos serafins
voou para mim trazendo na mão uma brasa viva, que tirara
do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca, e
disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade
foi tirada, e perdoado o teu pecado. Depois disto ouvi a voz
do SENHOR que dizia: A quem enviarei, e quem há de
ir por nós? Disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim."
(Isaías 6:1-8).
"Ora, o Senhor é o Espírito;
e onde está o Espírito do Senhor aí há
liberdade. E todos nós com o rosto desvendado, contemplando,
como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados
de glória em glória, na sua própria imagem,
como pelo Senhor, o Espírito" (II Co 3:17-18).
Os três textos acima aplicam-se a variados
temas, mas, ao meu ver, podemos reconhecer que todos têm
em comum uma relação com a adoração
e o louvor. A passagem de João 4 é uma das mais
citadas pelos dirigentes de corinhos em nossas comunidades
locais. "Em espírito, em verdade, te adoramos,
te adoramos" é apenas um dentre vários
cânticos baseados nesse texto.
Nós queremos adorar ao Senhor, e isso
em espírito e em verdade. Toda a nossa movimentação
a cada domingo, em nos aprontarmos e estarmos em nossas igrejas
entoando canções, quero crer, é motivada
pelo desejo sincero de apresentar a Deus a nossa intenção
de glorificá-lo. Alguns líderes permitem reuniões
de jovens aos sábados somente pensando em impedir que
os mesmos saiam para programações mundanas.
Essa ênfase tem o seu valor mas parece-me que encerra
um perigo muito sutil: podemos passar a ver as nossas reuniões
como mero preenchimento de agenda, como algo a fazer para
evitar que não façamos algo errado, ou pior
ainda, muitos podem vir apenas porque não têm
nada melhor a fazer em casa. Isso acontece porque perdemos
essa noção do mistério que envolve o
culto comunitário e a adoração e louvor
a Deus. Quando perdemos o referencial do mistério nós
ficamos incapacitados de adorar adequadamente.
O que vem a ser então essa adoração
em espírito e em verdade? O que vem a ser esse mistério
da adoração e do louvor? Entendemos que tal
adoração é procurada por Deus. Ele busca
adoradores que a pratiquem. A questão é: como
praticá-la? O que ela envolve? O que ela realiza nas
vidas dos cristãos? Essas questões são
respondidas nos textos lidos. Vejamos o que nos diz a Escritura:
O primeiro mistério: adoração
e louvor são produtos de uma visão espiritual
Em II Co 3:16 lemos que "quando, porém,
algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é
retirado", e torna-se apto a, conforme diz o v. 18, "contemplar"
ao Senhor. Isso é perfeitamente verificado em Isaías
6: Isaías obteve uma visão. A ênfase nesse
ponto é tão forte que isso é citado duas
vezes no texto daquele profeta, nos vs. 6 e 5. Vemos em outros
lugares das Escrituras exemplos de pessoas que viram Deus,
e por isso adoraram. Moisés viu a glória divina
no monte e, maravilhado, prostrou-se e adorou (Êx 34:8).
Saulo foi derrubado pela visão celestial, passando
desde então a servir e adorar ao Senhor Jesus Cristo
(At 9:3-6).
Essa visão é concedida primeiramente
na conversão. Quando alguém se converte é
retirado o véu de obscurecimento, e essa pessoa pode
então enxergar as coisas de Deus. Sua mente passa por
uma completa modificação. Deus insere nova forma
de ver as coisas, a Palavra de Deus é não apenas
compreendida mas também amada e absorvida como nutrição
e vida. O Deus que antigamente era apenas um vago e obscuro
conceito, um ser impessoal ou um Juiz insensível e
implacável agora é o nosso Abba, paizinho. Recebemos
paz, perdão, alegria, novos horizontes, nova direção,
nova vida, libertação do pecado, de Satanás
e do mundo. A pessoa que é verdadeiramente convertida
afirma como Jó: "Eu te conhecia só de ouvir,
mas agora os meus olhos te vêem" (Jó 42:5).
Será que entendemos realmente o que significa isso?
Esse é o retrato que as Escrituras fazem daquele que
viu a Deus. Se não experimentamos isso nunca vimos
a Deus realmente e desconhecemos a obra de salvação
realizada pelo Espírito Santo.
Quero aqui enfatizar que essa visão não
é estática, mas dinâmica. Acontece de
uma vez por todas na conversão sim, mas repete-se de
diversas maneiras durante a nossa caminhada com Deus. Após
a conversão, essa visão é concedida inúmeras
vezes, à medida que vamos aprofundando nosso relacionamento
com nosso Pai Celestial. Em II Co 3:17-18 Paulo fala de uma
contemplação, de um ver o Senhor dia a dia,
de modo que vamos sendo transformados de "glória
em glória, como pelo Senhor, o Espírito".
Essa é uma ênfase profundamente devocional e
pessoal. Adoração e louvor são semelhantes
à experiência estética. É como
uma relação de amor que não pode ser
expressa adequadamente em palavras. É algo que envolve
nossa doação por completo à pessoa que
amamos. É algo que envolve nossos sentimentos afetivos.
A noiva treme diante do amado, cheia de sentimentos de desejo,
medo, saudade, pressa, amor, tudo de uma vez só. Assim
é o crente diante de seu Deus, nos momentos em que
ele recebe uma nova visão.
Nós adoramos e louvamos não uma
idéia, não um sistema, não uma instituição.
Adoramos a uma pessoa que nós vimos de modo inefável
(ou seja, de modo que nós nem conseguimos descrever
adequadamente). Tivemos uma experiência de conversão,
e temos várias experiência de visitação,
quando o Deus vivo nos visita no interior de nossos quartos,
dentro dos ônibus, no banheiro do trabalho, nas reuniões
comunitárias da Igreja. Nós nos relacionamos
com uma pessoa que se revelou a nós e pelo nome da
qual somos agora chamados. Por isso adoramos.
Segundo mistério: a visão
espiritual mostra Deus como Ele realmente é
Observemos que Isaías viu, em primeiro
lugar, a "Yahweh dos Exércitos" (6:1-3).
O que ele viu? A majestade e santidade de Deus.
Deus é diferente de um ídolo.
Isso é extremamente vital para a nossa compreensão.
Quais as características de um ídolo? Os ídolos
são feitos por mãos humanas. São produzidos
por nós. Tudo aquilo que produzimos artesanal, industrial
ou mentalmente e que ocupe lugar de devoção
em nossa vida é ídolo, e deve ser quebrado em
nome de Jesus. Os chamados astros da TV ou do Show Business
são ídolos. As pessoas se norteiam por eles,
pelo que vestem, pelo que falam, por seus hábitos,
pelo que pensam e ensinam. É por isso que os seguidores
assíduos de tais pessoas são chamados fãs,
palavra que é uma diminuição de fanático,
ou seja, pessoas que seguem de maneira alienada e obstinada
a algum sistema de pensamento ou seita religiosa.
Os ídolos são inúteis.
Eles não conseguem falar, ouvir, movimentar-se ou atender
realmente às necessidades mais profundas da alma humana.
Por isso eles são descartáveis. Morre o Ayrton
Sena e nós o substituimos pelo Dinho dos "Mamonas".
Morre o Dinho e nós observamos os jovens à caça
de outros ídolos para ocuparem o seu lugar. Isso porque
eles são passageiros e incapazes de realmente preencher
aos nossos corações.
Os ídolos instigam a nossa carnalidade,
mesmo aqueles que têm uma aparência de religião.
Não conseguem transformar-nos de dentro para fora,
pois não tratam com a nossa natureza pecaminosa. Pelo
contrário, eles satisfazem ao nosso ego, e são
por isso, mortais, conduzindo-nos ao inferno.
Os ídolos são demoníacos.
Exatamente por eles se posicionarem entre o verdadeiro conhecimento
da Majestade e Santidade de Deus, eles são instrumentos
de Satanás. O Salmo 96:5 diz: "Porque todos os
deuses dos povos não passam de ídolos".
A versão de Jerônimo, chamada de Vulgata, traduz
este versículo afirmando que os deuses dos povos não
passam de "demônios". Isso porque as Escrituras
vinculam estreitamente a idolatria com o demonismo. Onde há
idolatria o diabo é honrado e Deus é zombado.
Qual a razão dessas considerações?
Estou querendo afirmar que é possível que confundamos
adoração e louvor com uma atividade que seja,
unicamente, uma versão cristã dos shows mundanos.
Só que em lugar dos Rolling Stones nós temos
o Petra, ou o Matos Nascimento, ou a Aline, ou o Gerd. Em
lugar de entronizarmos os ídolos sexo, drogas e rockn
roll nós idolatramos um "tal" de Jesus Cristo,
um "tal" de Jeová-Jirê ou um "tal"
de Espírito, mesmo que não saibamos direito
de quem se trata.
Entenderam o perigo aqui? Podemos, sutilmente,
tratar a Deus como se fôssemos meros fãs de Jesus,
meros admiradores. Assim como o Bon Jovi não tem direito
legal sobre a vida de um fã, Deus não tem direito
legal sobre a nossa vida. Deus é um "cara legal",
que nós "curtimos muito", e que estamos vindo
prestigiar nesse "encontro manero". E é exatamente
aqui que mora o perigo. Se tratarmos Deus assim estamos rebaixando-o
à posição de ídolo, e ele não
quer isso.
Se tratarmos o Senhor como a um ídolo
sabem o que acontecerá? Ele não será
o Deus das Escrituras, o Deus vivo e verdadeiro, triúno,
revelado na Bíblia. Ele será apenas algo inventado
por nós mesmos. Em suma, estaremos nos iludindo pensando
que estamos adorando a Deus quando na verdade estaremos comemorando
um encontro com um produto de nossas mentes finitas e nossos
corações pecaminosos.
Este falso deus será inútil. Estaremos
perdendo o nosso tempo. Vocês já encontraram
alguém que, por mais que freqüente todos os "lourvorzões"
ainda é vazio, fraco espiritualmente, possui mente
e boca sujas, caráter torto, hábitos pecaminosos
nunca derrotados, péssimo temperamento, e problemas
cruciais que jamais são resolvidos? Essa pessoa vem
em todas as reuniões, canta, dança, sacode os
braços, faz uma verdadeira "evangelheróbica"
e sai do mesmo jeito que saiu; ou pior, sai diferente: por
dentro a mesma desgraça e por fora um suor terrível.
Isso porque ele é um fã de Jesus. Ele ainda
não foi convertido à visão de Deus em
majestade, glória e santidade. Ele nem entende o que
seja temor e santo tremor porque a sua noção
de Deus é ridícula, é uma caricatura
muito mal feita, que não afeta a sua vida prática,
seus relacionamentos na família, na escola, no trabalho,
na igreja, consigo mesmo.
Esse "cristão" é uma
constante presa de Satanás. O inimigo o joga ora para
cá, ora para lá. Esse jovem diz que veio de
uma reunião de adoração e louvor, onde
adorou ao Deus vivo, mas estava "adorando" a um
pobre ídolo, e por isso está sendo "cirandado"
pelo diabo. Que decepção!
Será que esta é a sua situação?
A quem você tem visto em sua adoração,
em seu dia a dia? Que tipo de Deus você serve? A uma
caricatura ou ao Deus Eterno, cuja majestade e santidade fazem
abalar as colunas do templo celestial?
Terceiro mistério: a visão
espiritual mostra quem realmente nós somos
A correta visão de Deus faz com que tenhamos
uma correta visão de nós mesmos: "Ai de
mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros,
habito no meio dum povo de impuros lábios [...] com
a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que ela tocou os
teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado
o teu pecado" (Is 6:5,7). Isso foi experimentado por
Jó. Após obter a visão espiritual de
Deus e de pronunciar as suas célebres palavras já
citadas ele afirma: "Por isso me abomino, e me arrependo
no pó e na cinza". O Senhor Jesus conta a história
de dois homens que subiram ao Templo de Jerusalém para
cultuar a Deus. O primeiro, líder da religião
de Israel, "posto em pé. ora de si para si mesmo
desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não
sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros,
nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana
e dou o dízimo de tudo quanto ganho". O segundo
homem, um cobrador de impostos tido por desonesto diante da
população, "estando em pé, longe,
não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu,
mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício
a mim, pecador" (Lc 18:10-13).
A adoração e o louvor envolvem
o ato de sermos esmagados pela noção de estarmos
diante do Deus que é muito maior do que nós,
aquele que é o Outro, o Eterno, o Grandioso, no dizer
dos teólogos, o transcendente, ou seja, aquele que
vai além de qualquer descrição nossa,
que é infinito, totalmente separado de sua criação.
Diante dele somos, como Ele disse ao profeta Isaías,
"vermezinho de Jacó, povozinho de Israel"(Is
41:14). Quando estamos diante dele estamos diante daquele
que não existe nos mesmos moldes das coisas criadas.
Porque a existência é um atributo das coisas
finitas. Deus não está "dentro" da
existência como dizem os panteístas. Deus é.
O Seu próprio nome denota essa superioridade. Seu nome
é Yahweh, que significa Eu Sou (Êx 3:13-14).
Meu caro amigo, quem é você durante
e depois da adoração? Tenho visto dirigentes
de louvor que são verdadeiras "jajaracas"
relacionais, geniosos, orgulhosos, verdadeiras estrelas do
Show Business evangélico. Acham que a pobre massa,
que a ralé nojenta está tendo um grande privilégio
em participar de um "louvor" onde eles estão
presentes, cantando e tocando. Você já viram
esses tipos de Michael Jacksons evangélicos? São
podres. Sepulcros pintados que vêm à frente com
caras fingidas pensando que estão oferecendo algo para
Deus. Outros são "aparentemente" melhores,
não gostam de aparecer, mas jamais experimentaram essa
noção de finitude pecaminosa diante de Deus.
Finitude pecaminosa não é apenas
consciência dos pecados cometidos. É consciência
daquilo que somos, ou seja, pecadores. O pecado não
é apenas algo que fazemos, mas que somos em essência.
A Seicho-no-iê afirma que todos são filhos de
Deus e que o pecado é uma ilusão. O cristianismo
diz que todos somos separados de Deus e que todos pecaram
e carecem de sua bendita glória. Olhe para dentro de
você. O que você enxerga? O apóstolo Paulo
viu algo muito feio, um princípio, uma lei de maldade,
de distorção, uma tendência frequente
para o mal, para a rebeldia, para o distanciamento do Criador.
A Bíblia diz que aquilo que nós somos por dentro
à parte de graça de Deus é muito feio.
Spurgeon, um pregador cristão do século dezenove
afirmou que, se houvesse evolução, o estágio
mais evoluído do homem seria um demônio.
Esse é você por dentro. Qual a
razão daqueles impulsos, daquelas tendências,
daqueles sentimentos contraditórios, confusos, maldosos?
Porque o egoísmo, os homicídios, o ódio,
as revoltas, as indefinições, o orgulho, as
coisas ruins? A culpa de tudo isso é do diabo? A Bíblia
responde com um não. "Porque do coração
procedem maus desígnios, homicídios, adultérios,
prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.
São estas cousas que contaminam o homem" (Mt 15:19-20a).
É então possível entendermos o quanto
somos pequenos e limitados, o quanto somos incapazes de julgar
uns aos outros, o quanto precisamos de Cristo não apenas
quando tivermos consciência de que fizemos algo errado,
mas em todos os momentos e por toda a nossa vida? Dia a dia
estamos diante da cruz não apenas pelo que fizemos,
para pelo que somos. Esse é o último mistério
da adoração. Essa é a adoração
em espírito e em verdade.
Conclusão
Quem é capaz de entender esses mistérios
da adoração e do louvor? O homem natural, ou
seja, a pessoa não convertida é incapaz de apreender
isso. Mas os filhos de Deus lavados no sangue do Cordeiro
entenderão essas palavras espirituais. Deus deseja
que sejamos verdadeiros adoradores. Ele quer que contemplemos
sempre a sua glória expressa no Seu Filho Jesus Cristo,
Ele deseja que sejamos transformados pelo Espírito
Santo em nossa adoração e louvor.
A Ele toda a honra e toda a glória, para
sempre. Amém.
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