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SINTETIZADORES E SAMPLERS VIRTUAIS
Os chamados instrumentos virtuais já
têm inúmeros adeptos, que se maravilham com programas
como o Rebirth RB-338 (mistura de sintetizador e bateria eletrônica)
e o Gigasampler (um sampler virtual). As principais vantagens
são o tamanho do HD (bem maior que as modestas memórias
de um sintetizador ou sampler de verdade) e a interface, que,
na tela de um PC, pode se espalhar e não se restringir
a pequenos centímetros de cristal líquido esverdeado.
Com os softwares musicais, as pessoas podem começar
a se expressar mais cedo musicalmente, sem a necessidade de
aprender um instrumento antes, explica Brennand, que tem utilizado
em algumas de suas músicas o programa Acid, que oferece
inúmeras facilidades de arranjo e composição.
O Acid seqüencia loops de áudio e até mesmo
os coloca no tempo certo. Explicando: o programa toca ao mesmo
tempo diversos arquivos .wav (como loops de bateria, linhas
de baixo e melodias de teclado) e faz com que todos estejam
na mesma velocidade. Num sampler normal, isso exige um bom
tempo de tentativa e erro. Boa parte dos programas é
mais adequada à criação de música
eletrônica, como techno, house e drumnbass, diz Eduardo
Moura, 27 anos, que compõe dance music por hobby em
seu PC. Mas é possível criar outros estilos,
como o rock. Jorge Brennand, por exemplo, utiliza um programa
tipicamente voltado para o techno (o Acid) para produzir música
orquestral e ambiente. O Acid também se presta para
compor faixas com harmonia e melodia mais comuns. Aliás,
gostaria de lembrar o erro de alguns músicos em dizer
que música feita com sampler ou computador não
é música. É, sim, só que feita
de outra forma. Músicos profissionais não têm
tempo de discutir se techno é ou não música;
eles simplesmente fazem música. E o conhecimento musical
é relativo. Há ótimos músicos
fazendo música ruim, e gente sem muito conhecimento
fazendo músicas ótimas, completa.
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