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Era abril de 92, no primeiro
sábado à noite, o mineirinho radicado em Brasília
Valter Júnior acompanhado
da namorada Jane Cristina sobe ao palco do salão de festas
do Telestar (Telebrás) para lançar
"Momentos e canções" - um LP marcadamente
evangelístico, que tinha em "Pedro", o carro-chefe
e as
muito bem executadas "Bill Bíblia" e "Eita
Coração". Começava a carreira artística
do cantor Valter que
desde então passou a percorrer igrejas e outros locais
divulgando seu trabalho.
Para celebrar os dez anos dessa epopéia,
Valter lança em 2002 o CD "10 anos." Engana-se
quem pensar
que é apenas um CD de recordações. O
trabalho comemorativo traz inclusive três canções
inéditas: a
romântica Nosso amor, o bolero Canção
para os pais e Rompendo barreiras, própria para o cântico
congregacional.
Também estão nesse CD, seis músicas
dos dois primeiros trabalhos de Valter Júnior(92 e
93), lançados em
LP: Falsos Deuses, Janela da Alma, Democracia, O Dia, Consagração
e Busca. Lado a lado com essas músicas
menos conhecidas do repertório do cantor e compositor,
o novo trabalho traz também cinco das que mais se
destacaram nos quatro CDs que lançou a partir de 95:
a consagrada Pedro, obra prima de auto-reflexão,
Sobre as ondas, Recomeçar, Eu e você, e Papai
Noel não existe. Completam o repertório sete
playbacks,
totalizando 72 minutos de gravação.
O último trabalho de Valter, Equilíbrio, de
2000, como ele mesmo diz, tocou em temas que chamam a atenção
para necessidades da igreja nesse contexto de novo milênio.
Recuperando a motivação central de Momentos
e Canções, o CD deu uma ênfase à
mensagem evangelística e valorizou os hinos tradicionais
do cancioneiro
evangélico num repertório diversificado que
vai do estilo sacro tradicional ao bolero, passando pelo sertanejo
e o pop. Nas palavras do músico e pastor Carlinhos
Veiga: "É perceptível o amadurecimento
do músico.
Sua voz está mais trabalhada; suas composições
mais aprimoradas".
Em Teu Piloto Ainda Sou, da autoria de Emily Wilson, ele fez
uma versão do famoso hino. Virou um jazz
leve e inspirador, com tudo o que tem direito: um piano muito
bem executado, valorizado pelas cordas e
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os ataques de metais.
Equilíbrio também ficou marcado pela influência
regional de Forma e Conteúdo e Desafio Missionário.
Canções bem no estilo sertanejo,
com melodias fáceis de serem assimiladas em versos
criativos e oportunos.Interessante foi o espaço
maior que o artista deu aos compositores brasilienses,
com destaque para Rodrigo Bueno, autor da faixa Tenho
contra Ti, uma advertência aos rumos da igreja
evangélica brasileira.
E de tanto cantar e falar em música, Valter buscou
trazer uma contribuição mais objetiva
às igrejas. Surgiu assim o pequeno livro
A música no dia-a-dia da igreja identificando
problemas e propondo soluções - fruto
de suas peregrinações por igrejas de todas
as
perspectivas doutrinárias e ênfases litúrgicas.
Eis a motivação do cantor: "Nestes
18 anos lidando com a música na igreja, pude
identificar várias
coisas que embora simples, traziam consequências
complexas, prejudicando assim o bom andamento e realização
da obra de Deus. Sei que
criticar e apontar erros é muito fácil
e pouco produtivo. Por esse motivo, busquei com esse
livro oferecer uma contribuição prática
e simples para o debate." Sem pretensão
de uniformizar ou padronizar, Valter quis ajudar pessoas
sem acesso à formação musical ou
mesmo a
informações mínimas sobre o ministério
de música na igreja.

Em abril de 2000 fez oito anos da estréia de
Valter Júnior no meio musical. "Momento
e Canções"
, um LP marcadamente evangelístico, trazia "Pedro",
o carro-chefe e as muita bem executadas "Bill Bíblia"
e
"Eita Coração". A partir daí
Valter passou a percorrer igrejas e outros locais divulgando
seu trabalho.
No ano seguinte, surgiu "Canto Livre", outro
LP, mais diversificado que o primeiro, trouxe-nos belas
canções:
o romantismo de "Uma declaração de
amor", o regionalismo de "Missão e
Omissão" e "Lembrança de Caboclo"
numa versatilidade enriquecedora.
Em abril de 2000 fez oito anos da estréia de
Valter Júnior no meio musical. "Momento
e Canções" , um LP marcadamente evangelístico,
trazia "Pedro",
o carro-chefe e as muita bem executadas "Bill Bíblia"
e "Eita Coração". A partir daí
Valter passou a percorrer igrejas e outros locais divulgando
seu trabalho.
No ano seguinte, surgiu "Canto Livre", outro
LP, mais diversificado que o primeiro, trouxe-nos belas
canções: o romantismo de "Uma declaração
de amor",
o regionalismo de "Missão e Omissão"
e "Lembrança de Caboclo" numa versatilidade
enriquecedora.
Em 1995 foi a vez do primeiro CD "ESSÊNCIA",
um trabalho de muito bom gosto. De olho na onda místicaem
voga na capital federal, "Desperta Brasília"
é uma
mensagem bíblica e profética para um povo
que busca consolo e paz em outros deuses e no misticismo.
Regravou "Quero Cantar", do Grupo Logos, e
ainda deixou umrecado para a moçada que vive
por viver em "Juventude Descartável ".
Os trabalhos mais recentes foram "Bálsamo",
de 97, que trouxe canções numa linha mais
introspectiva - "Deixe o Salvador te ajudar"
e "Pequeno menino" são
bons exemplos - e "Criança não é
brincadeira", de 98, um trabalho para as crianças
e seus pais. O CD traz canções que propõem
uma reflexão sobre os efeitos
nocivos da televisão, o mito do Papai Noel, separação
de pais, pré-adolescência, entre outros
temas.
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O mineiro Valter Júnior, 31,
é natural de Santo Antonio do Monte, mas veio com
a mãe e os três irmãos para Brasília
desde 1982. Aqui começou a trabalhar como contínuo
na Telebrás e a cursar Direito na AEUDF, à
noite. Aos treze anos, entregou sua vida a
Jesus e passou a frequentar a igreja evangélica
Começa aí suas primeiras
incursões no meio musical, passando a participar
da equipe de música de sua igreja, dos corais,
duetos e
quartetos, chegando a líder na direção
de louvor. Em 88, já em Brasília, na companhia
de outros jovens, montou a
Banda Nascente, grupo que tinha como bandeira maior
a evangelização da juventude em praças,
escolas e até em portas de
boates. Foi nesta época que descobriu um outro
dom, o de compositor.
Em julho de 90 veio o baque. Num dia,
em trabalho voluntário numa creche, sentiu-se
mal e foi levado às pressas para um hospital.
Tempos depois foi diagnosticado o mal: "hipertensão
intracraniana" que o levou a uma perda total da
visão pela atrofia do nervo ótico.
Faltavam apenas seis meses para a conclusão do
curso de Direito. O jovem Valter que, quando criança,
havia escapado da
paralisia infantil que lhe marca até hoje, teve
então que se readaptar para conviver com uma
realidade mais difícil ainda. Mas,
como testemunha, a graça de Deus foi maior que
as crises e doenças e Valter, dedica-se, junto
com Jane, com quem se casou
em janeiro de 93, em tempointegral ao trabalho musical
levando fé, amor e esperança por esse
Brasil afora. Além de Brasília, Valter
tem
se apresentadoem Goiás, Minas,Rio de Janeiro,
Bahia, Sergipe, São Paulo e Espírito Santo.
O casal mora em
Taguatinga e tem dois filhos: Vítor, 4, e Gláucia,
3.
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