Observações sobre Ritmos e o "Louvor" na Liturgia Ou Desabafo de Um Presbítero, não-tão-Velho-Assim, à Beira da Surdez

Alguns anos atrás um jovem escreveu-me perguntando qual a minha opinião sobre a utilização de cânticos com ritmos mais acentuados, na liturgia, e sobre o período normalmente chamado de "louvor", em nossas igrejas. Na realidade, a pergunta dele foi: "São todos os ritmos apropriados ao louvor, na igreja?".

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a) Louvor é reconhecer as virtudes de Deus, é a exaltação de Jesus em todas as dimensões da vida, é colocar o Senhor Jesus no centro de nossa vida, no centro de tudo o que se faz e se almeja quando
vivemos no Corpo de Cristo, Sua Igreja.

b) Reconhecer as virtudes de Deus e a proclamação destas virtudes, envolve submissão individual ao Senhorio de Cristo. É preciso levar Deus a sério e obedecer a sua vontade revelada na Bíblia, Sua
Palavra. Neste sentido, todo cristão deve ser um adorador, "pois o Pai está a procura de adoradores que o adorem em espírito e em verdade".

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Toda música é perigosa porque sua natureza é ser modificante. Ela pode fazer cabeças, subjugando o consumidor às imposições das indústrias que manipula as regras do jogo ("ouvirás somente o que pago para tocar"), como pode também trabalhar a favor do homem e da natureza. Ou voltar-se contra eles. Pode interferir no processo lúdico e sensorial da criança, através dos meios imbecilizantes que a formatará como futuro consumidor. Ou aliciá-los a favor.

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Impressiona-me o quanto membros das mais  variadas  denominações evangélicas não conhecem a doutrina de sua  própria  igreja.  Talvez fosse exigir  demais  querer  que  alguém  soubesse  identificar  as nuances  e  questões  mais  pontuais,  as  quais  diferem  de    uma     denominação para outra.

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Ao visitar as igrejas (as mais diversas), no exercício do meu ofício de cantor evangélico, tenho percebido que a receptividade das pessoas à pregação é sempre maior na medida em que não se trate de temas trabalhados pela Bíblia.  Parece que as pessoas não querem ser confrontadas com a verdade  bíblica. É como se vissem os pregadores como pessoas escolhidas para descobrirem "atalhos", "formas menos comprometidas" e "cinco regras básicas" que resumam a vida cristã, a simplificam (embora não  seja complexa) de modo a tornar a sua vivência mais fácil.

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