No momento em que escrevo, retornei finalmente ao meu quarto, no partamento onde moramos desde que Gláucia nasceu.
Ficamos de terça, 9 de junho, até segunda, 15 de junho no hospital com o Vitor.
Deixaram o Vitor por todos esses dias em observação. Queriam ter certeza de que ele não tinha nada nem o mesmo que acometeu sua irmã. De fato, le está com a sáude excelente e já retornou a escola e ao seu amado asquete. Como eu e Jane, ele também está muito triste, mas sabe que recisamos reiniciar nossas vidas enquanto Glaucia já usufrui da glória os céus, a qual um dia também conheceremos.
Por não estar em casa, não respondi nem li nenhum e-mail. São mais de 1.000.
Meu fone fixo não será atendido por ninguém até que eu esteja no partamento que conseguimos para passar o tempo necessário para que endamos nosso apartamento e compremos outro. Nós já queríamos vender nosso apartamento. Com o que aconteceu, não temos porque esperar.
Assim, em breve, estaremos em um novo endereço. Manterei o número de telefone e demais contatos.
Estamos passando uns dias em um quarto de hotel que meu irmão e um presbíero conseguiram para nós.
Assim, do hotel iremos direto para o apartamento alugado. Uma irmá nos alugou por preço amigável e pelo tempo que precisarmos.
Ao vender nosso apartamento, compraremos outro e lá moraremos até quando Deus quiser.
Estamos bem pela graça de Deus e contando com as orações de todos que nos amam.
Já se sabe que Glaucia teve uma infecção viral. Nada contagioso. Ninguém que com ela esteve correu qualquer risco. Vitor por sua vez, nada tem.
Sei que pessoas receberam mensagens dizendo que estamos reclusos. Embora não seja tempo para muitos encontros, não estamos assim. O que ocorre é que não estou em casa e quem tenta contato pelo fone fixo, não consegue. Quem envia e-mails, não obtem resposta, pois como disse, não li nenhum e-mail ainda.
Ligaram para um pastor amigo meu perguntando se é verdade que não vou mais cantar. Mesmo que fosse que tivesse morrido, eu ainda estaria cantando, pois cantarei aqui e na eternidade. Canto porque as igrejas me convidam. Prosseguirei sendo fiel ao meu chamado e quando e enquanto tiver oportunidade de servir ao Senhor cantando e pregando nas igrejas, o farei.
Pela graça de Deus, estamos bem.
Estou ouvindo agora uma música que ela deixou no celular. Ela agora está ouvindo músicas mais lindas que tudo que ela já ouviu. Anjos cantam, santos cantam e ela também. A dor é mais profunda que jamais imaginei sentir, mas a apresento a Deus e junto com ela a minha gratidão por ele ter me dado por filha a minha amada Glaucia.
Por mais que doa, para onde irei, pois só o Senhor tem palavras de vida eterna. Prosseguirei servindo ao Senhor e cuidando da Jane e do Vitor, e de mim também, para que eu possa cuidar deles.
Enquanto minha linda e amada filha se diverte no céu com o amado de minh'alma, quero ser fiel até ao Senhor até estar com Ele e com ela na
glória.
Por favor, prossigam orando por nós, principalmente por Jane. Creio que as mães sofrem muito mais que todos em um momento como esse. Orem pelo Vitor e por mim também.
Ao amado de minh'alma, seja o louvor.
Ao Deus que me deu a benção de uma filha como Glaucia minha gratidão. Ela foi um presente que Ele nos deu, sem que soubessemos que seria por tão menos tempo do que gostaríamos. Um presente assim, se dependesse de nós, jamais voltaria a quem nos deu, o Senhor da vida.
Entre lágrimas,
Valter Jr.